STRINGS — HISTÓRIA BASE DO UNIVERSO
Antes da existência dos mundos, estrelas, povos ou qualquer forma de vida conhecida, existia apenas a Escuridão.
A Escuridão não era simplesmente a ausência de luz. Ela era uma entidade primordial, viva e consciente, que ocupava sozinha toda a realidade.
Durante eras incontáveis, ela existiu em completo isolamento.
Até que, em determinado momento, algo impossível aconteceu.
Pela primeira vez, a Escuridão sentiu dor.
Uma luz dourada atravessou sua existência como um projétil, perfurando sua essência e se alojando em seu interior.
A Escuridão nunca havia visto luz.
Por isso, aquela presença era algo completamente desconhecido e extremamente doloroso.
Ela tentou expulsar a luz.
Tentou esmagá-la.
Tentou sufocá-la com todo o seu poder.
Mas não conseguiu.
Durante muitos anos, aquela esfera dourada permaneceu dentro da Escuridão, enquanto sua dor e sua ira aumentavam.
Com o passar do tempo, a Escuridão finalmente conseguiu enxergar algo dentro da esfera.
Havia uma criança.
Um pequeno ser humanoide.
Do corpo daquela criança começavam a surgir fios semelhantes a cordas.
Alguns saíam de suas mãos e dedos. Outros pareciam nascer de diversas partes de seu corpo.
A criança continuou crescendo.
Com o passar das eras, tornou-se um belo ser humanoide adulto.
Assim como a Escuridão, aquele ser era uma entidade primordial.
Um deus.
As cordas que surgiam de seu corpo não eram cordas comuns.
Cada uma delas representava uma ideia, uma memória, uma possibilidade ou uma realidade criada pela mente daquele deus.
Se ele imaginasse uma floresta, aquela possibilidade poderia surgir em uma corda.
Se imaginasse uma criatura, um povo, uma cidade, uma guerra ou um mundo inteiro, essas ideias também poderiam se manifestar através das cordas.
O número de cordas tornou-se gigantesco.
Com o tempo, elas começaram a se acumular e se entrelaçar ao redor daquele deus.
As próprias cordas formaram uma espécie de trono.
Esse passou a ser conhecido como o Trono das Cordas.
O Deus das Cordas produzia incontáveis ideias e possibilidades, mas não conseguia organizar sozinho todas as realidades que surgiam de sua mente.
Por isso, surgiram seres extremamente poderosos que passaram a auxiliá-lo.
Eles ficaram conhecidos como Tecelões.
Cada Tecelão possuía seu próprio nome e identidade, porém todos exerciam a mesma função fundamental.
Eles recebiam as Cordas da Criação vindas do Deus das Cordas e as entrelaçavam.
Era como se cada realidade fosse uma enorme tapeçaria.
Os Tecelões pegavam diferentes fios e os combinavam, transformando as ideias do Deus das Cordas em mundos completos.
Dessa maneira surgiram inúmeras realidades.
Cada uma com seus próprios povos, criaturas, culturas, histórias, guerras, reinos e acontecimentos.
Durante muito tempo, esse sistema existiu em equilíbrio.
O Deus das Cordas gerava possibilidades.
Os Tecelões transformavam essas possibilidades em realidades.
Enquanto isso, a Escuridão continuava existindo ao redor de tudo.
Até que ocorreu uma ruptura dimensional.
Por um breve momento, uma fenda conectou aquela realidade a um universo completamente diferente.
Através dessa ruptura, a Escuridão conseguiu observar uma versão alternativa da própria existência.
Naquele outro universo também existiam duas grandes entidades primordiais.
Uma entidade de Luz.
E uma entidade semelhante à Escuridão.
Porém, naquela realidade, ela era conhecida como Caos.
A diferença era que naquele universo a guerra entre essas duas forças já havia terminado.
O Caos havia vencido.
A entidade de Luz daquele universo havia sido destruída.
Quando a ruptura apareceu, a Escuridão e o Caos conseguiram perceber a existência um do outro.
O Deus das Cordas também percebeu imediatamente o perigo daquela conexão.
Utilizando seu poder, ele fechou rapidamente a ruptura dimensional.
Entretanto, antes que a passagem fosse completamente selada, uma pequena fagulha do Caos conseguiu atravessar.
Era apenas uma fração minúscula daquela entidade.
Ao entrar na realidade do Trono das Cordas, seu poder era extremamente reduzido.
Sozinha, aquela pequena parte do Caos não possuía força suficiente para enfrentar o Deus das Cordas.
Por isso, escolheu outro caminho.
A corrupção.
A fagulha encontrou um dos Tecelões.
Pouco a pouco, começou a influenciá-lo.
Sua curiosidade aumentou.
Depois sua ambição.
Depois seu desejo de modificar as criações que passavam por suas mãos.
Até que aquele Tecelão foi completamente corrompido.
Ele deixou de enxergar as realidades apenas como algo que deveria organizar e começou a tratá-las como brinquedos.
Passou a observar os inúmeros mundos criados pelos outros Tecelões.
Então começou a roubar elementos dessas realidades.
Criaturas.
Monstros.
Povos.
Heróis.
Relíquias.
Territórios.
Construções.
Conhecimentos.
Magias.
Histórias.
Às vezes roubava apenas uma criatura.
Em outras ocasiões, arrancava regiões inteiras de uma realidade.
O Tecelão Corrompido reuniu todos esses elementos em uma realidade que tomou para si.
Nesse lugar começou a construir seu próprio mundo.
Entretanto, diferente dos outros mundos, aquele não nasceu de uma criação organizada.
Era uma realidade feita de fragmentos roubados.
Partes de mundos que nunca deveriam ter se encontrado passaram a coexistir.
Povos originalmente pertencentes a universos diferentes passaram a viver nas mesmas terras.
Criaturas de realidades completamente distintas começaram a ocupar as mesmas florestas.
Reinos que jamais deveriam ter se conhecido passaram a dividir fronteiras.
Magias criadas sob leis diferentes passaram a coexistir.
O resultado foi um mundo gigantesco e imprevisível, construído como uma enorme tapeçaria de pedaços roubados de incontáveis realidades.
Esse mundo é o mundo onde se passa Strings.
Os habitantes desse mundo, em sua grande maioria, desconhecem sua verdadeira origem.
Para eles, aquele mundo simplesmente sempre existiu.
Seus povos criaram cidades, reinos, religiões, guerras, alianças e culturas sem saber que sua própria realidade é artificial.
Pouquíssimos indivíduos sabem da existência dos Tecelões.
Menos ainda sabem da existência do Deus das Cordas.
E praticamente ninguém conhece toda a verdade sobre o Trono das Cordas, a Escuridão e o Caos.
Essa estrutura é também a base para as futuras expansões do jogo.
Novas regiões, criaturas, povos, continentes, inimigos, equipamentos e histórias podem surgir conforme novos fragmentos de outras realidades forem descobertos ou incorporados ao mundo.
A história principal do jogo começa dentro dessa realidade criada pelo Tecelão Corrompido.
Os jogadores inicialmente conhecerão apenas os problemas existentes naquele mundo.
Com o avanço da história, começarão a encontrar pistas de que existe algo errado com a própria realidade.
Ruínas impossíveis.
Criaturas que não parecem pertencer ao mesmo mundo.
Registros antigos contraditórios.
Objetos de origens desconhecidas.
Fragmentos de histórias que parecem pertencer a outros lugares.
Aos poucos, os jogadores poderão descobrir que o mundo em que vivem não é uma realidade comum.
Ele é uma tapeçaria.
Uma realidade construída com fragmentos roubados de incontáveis mundos.
E por trás dela existe um Tecelão Corrompido.
Por trás do Tecelão existe o Caos.
E muito além disso existe o verdadeiro Trono das Cordas.
Esta é a base cosmológica e narrativa do universo de Strings.
A partir deste ponto, a história ainda está em desenvolvimento.
A próxima etapa é definir a história interna do mundo do jogo: seus primeiros povos, seus reinos, suas guerras, suas religiões, a influência do Tecelão Corrompido e o conflito principal que dará início à jornada dos jogadores.
